Expedição ao Aconcagua 6962 metros



25 Dez /2006 /Dia 01/ Partida
Inicio da expedição ao Aconcágua nos Andes argentinos, montanha mais alta do continente americano e mais alta fora dos Himalaias, com os seus
Ao fim da manhã de Natal, seis montanheiros dos Amigos da Montanha - Kata, Peixoto, Valeriano, Augusto, Abílio e Valdemar - embarcaram de avião no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, com destino a Mendoza, Argentina. A viagem correu de feição, apesar das duas escalas, em Madrid e Santiago do Chile - com os respectivos tempos de espera – e dos atrasos dos voos.
26/02 Dia para a logística
O dia foi passado em Mendoza, tratando da logística da expedição - aquisição das licenças de acesso ao Parque Natural do Aconcágua, alimentação, etc - e realizando uma breve visita à cidade.

27/03 Viagem para as portas do parque Aconcagua
Os seis montanheiros viajaram para Puente del Inca (

28/04 Trekking, aclimatar
Numa tentativa de forçarem a aclimatação, os montanheiros fizeram uma pequena ascensão a um cume de
29/05 Entrada no parque até Confluência
Inicio da caminhada
Uma vez lá, procedemos à montagem das tendas, filtragem de água (30lts!) e chamadas via telefone satélite. Neste acampamento existiam muitas outras expedições, estando com a comunidade montanheira.
30/06 Trekking á imponente face sul
Neste dia realizamos um trekking de seis horas até aos
31/07 Passagem de Ano no Campo Base
No último dia de 2006, deixamos os sacos com o equipamento preparados, os quais seguiriam nas mulas, juntamente com os outros 6, para o Campo Base. A equipa chegou ao Campo Base Plaza de Mula, a 4350 m, em 8h, superando um desnível de 1000m.
A passagem de ano para estes Amigos da Montanha foi passada aí, dentro da Tenda-messe do CB, na qual optamos por jantar e passar o ano. A chegada do novo ano foi bastante festejada, não faltando as tradicionais uvas passas e champanhe e mesmo um mini-fogo de artifício. De salientar que encontramos aqui uns suíços que já haviam feito cume e os quais nos deram algumas dicas bastantes úteis para a nossa escalada.


01/08 Organizar, aclimatar
No primeiro dia do ano, optamos por permanecer no Campo Base a descansar, aclimatar e proceder à montagem do painel solar.

02/09 Conhecer os vizinhos
Mais um dia de descanso, reconhecimento e aclimatação no Campo Base.

03/10 "Caiu" um recorde de altitude
Após os dois dias de repouso, subimos aos
04/11 O aniversário no Hotel mais alto do mundo
Neste dia permanecemos no Campo Base, indo ao refúgio, a cerca de 30 minutos do nosso acampamento, para fazermos o almoço-aniversario do Kata e aproveitando para daí enviarmos postais para as famílias e para os Amigos da Montanha.

05/12 Montagem do campo I
O Peixoto, Augusto, Abílio e o Valdemar foram montar as tendas e depositar alguma água ao Acampamento Avançado I Plaza Canada, a

06/13 Partida para o Campo I, já não vale desistir
Estando mais aclimatados, pudemos deixar o Campo Base e avançar para o Acampamento Avançado I, subindo os
07/14 Campo I, aclimatação
Depois de uma noite e manhã com bastante vento, deparamo-nos, da janela da nossa tenda, que estava a começar a ter lugar um resgate de um andinista. Este apresentava já sintomas avançados de mal de altitude e, acompanhando a operação através do canal de socorro do nosso rádio VHF, viemos a saber que este tinha um nível de saturação de oxigénio no sangue superior a 35% (abaixo de metade dos valores normais) com provável edema cerebral e, a agravar mais a situação, o piloto do helicóptero de resgate recusava-se a subir ao AC I devido aos ventos fortes, tendo sido necessário transportá-lo pelos próprios meios para altitude mais baixa de forma a poder ser evacuado para o hospital mais próximo.

08/15 Campo II
Com condições mais favoráveis, ascendemos para o Acampamento Avançado II Nido de Condores, a
09/16 Descanso, reconhecimento
Neste dia permanecemos no acampamento para aclimatar melhor. De salientar o facto de estarem, dentro da tenda, quase 50º C, com um índice de humidade relativa de aproximadamente 14%, valor extremamente baixo, dificultando ainda mais a respiração.

10/17 Aclimatar, informações e cálculos
Apesar de neste dia as condições climatéricas se apresentarem favoráveis, o grupo ainda não reunia as condições físicas para a tentativa de ataque ao cume.Baseados em informações meteorológicas que nos eram enviadas regularmente pelo conceituado meteorologista Pedro Carradinha, através de telefone satélite ( gentilmente cedido pelo nosso amigo João Garcia), sabíamos que os dias 14 e 15 seriam os melhores para o ataque ao cume. Contudo isso estava fora de hipótese uma vez que nessas datas teríamos de estar a regressar para poder apanhar o voo no dia 16. Assim, o dia 12 apresentava-se como a melhor alternativa, ficando na expectativa quanto ao dia 11.

11/18 Visitados pelo mau tempo, expectativas furadas
Com condições climatéricas inadequadas, fundamentalmente ligadas ao forte vento, condicionaram e anularam mesmo a intenção de subir, obrigando a equipa a permanecer mais um dia no acampamento…

12/19 Cume - objectivo principal alcançado taxa de êxito 100%
Com as condições climatéricas a estarem de acordo com as previsões do Pedro Carradinha, decidimos avançar, partindo às 3.30h da madrugada do CA II.
À nossa equipa juntaram-se mais dois elementos - dois jovens brasileiros que já havíamos conhecido no Acampamento Avançado I – os quais viriam a desistir, 1 hora após a saída, face ao frio intenso que se fazia sentir e a problemas de MAM (Mal Agudo de Montanha).A ascensão foi bastante prolongada e árdua, vencendo 1400 mts em 13h, tendo todos os elementos da equipa atingido o cume as 16h40. As condições não eram as melhores e a visibilidade era bastante reduzida, como tal, e atendendo ao facto de termos de empreender uma descida significativa, optamos por não realizar as chamadas via satélite para Portugal como tínhamos planeado, permanecendo pouco tempo no cume e não deixando muito tempo para saborear as emoções, descendo assim para o CA II para aí pernoitar.



13/20 Descer, descer...bifes, bifes!!
Após desmontar as tendas, descemos directamente para o campo Base. Aí preparamos os sacos do equipamento para seguirem com as mulas, as quais só sairiam no dia seguinte, e descemos para Los Horcones, a cerca de 25 kilometros.
A dormida foi na já conhecida Hosteria Puente del Inca e o descanso foi verdadeiramente apreciado…

14/21 De novo em Mendoza
No final do dia, após terem chegado os sacos de equipamento, partimos para Mendoza e pernoitamos em Hotel.

15/22 Turismo de estômago cheio
Por indisponibilidade de quartos, foi necessário transferirmo-nos para outro hotel.
Este foi um dia de convívio e de compra de recuerdos.
16/23 Regresso a Portugal com inicio complicado
Foi o dia de despedida da América do Sul e partida para Portugal. O voo que nos esperava era longo e foi necessário, mais uma vez, fazer escala em Santiago do Chile (7 horas) e em Madrid (3 horas).De referir que, em Mendoza, esperou-nos alguma negociação com a questão do peso da bagagem, uma vez que nos queriam pedir quase 1200 € por excesso de peso (de salientar que este era o mesmo quando saímos de Portugal e não nos foi cobrada então qualquer taxa). Felizmente, recorrendo a técnicas altamente elaboradas de negociação à português, conseguimos partir sem despender qualquer verba adicional.

Da Esquerda para a direita: Kata, Peixoto, Abílio, Valeriano, Augusto e Valdemar
Já no Aeroporto Sá Carneiro, após sermos brindados pelos nossos familiares e alguns amigos.
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